
Foto: Vladimir Putin e Medvedev no congresso do Rússia Unida (2007)
Por Flavio Goncalves
Creio que a população mundial, dormente pelos apertos económicos e preocupada com as contas ao fim do mês, o feriado do Carnaval e outras ninharias, ainda não se apercebeu que a III Guerra Mundial já devia ter começado. Caso a Turquia, a Rússia, a Venezuela e a China não se tivessem limitado a falar grosso aquando da guerra na Líbia e tivessem feito algo de concreto para apoiar Khadafi, já lá estávamos (recorde-se que o país se encontra actualmente em guerra civil, afinal parece que o povo não estava assim tão tiranizado e preferia Khadafi à porcaria que os ocidentais lá puseram).
No caso da Síria as coisas já não são tão lineares, o Irão não está minimamente reticente em apoiar o aliado, a China e a Rússia vetaram as sanções propostas pelas Nações Unidas e, no caso russo, já foram enviados vasos de guerra para os portos sírios.
O governo português, fiel lacaio da Nova Ordem Mundial e de todos os interesses excepto os de Portugal e do povo português, em comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros manifestou o seu desagrado pelo veto, considerando como “inevitável” uma posição firme por parte das Nações Unidas.
Em reunião mantida há pouco tempo com um diplomata estrangeiro, que me pedira uma análise à situação actual e as perspectivas para 2012, este questionou se eu era a favor de uma nova guerra mundial, confundindo o meu alarmismo por apologia. Admito que não foi a primeira vez que me acusaram de belicismo, já me habituei a que confundam a análise realista dos factos com uma opinião, faz parte da cultura moderna personalizar e descartar como “opinião” os factos mais incomodativos.
A verdade é que a humanidade vive dos seus erros, e estes são constantes, para todas as crises económicas da História da humanidade a solução foi a guerra, foi assim com as Cruzadas, já na era dos impérios (romano, persa, otomano, etc.) e foi assim que tivemos uma Primeira Guerra Mundial, um Segunda Guerra Mundial e um Vietname. Estamos a um tiro ou a um bombardeamento que erre uns metros de uma nova guerra mundial, há duas semanas partiu um novo contingente de soldados portugueses para o Afeganistão, os psicopatas da Alta Finança preparam-se para sanear esta crise económica da maneira habitual: com sangue, muito sangue inocente. Valha-nos a Rússia!
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